Al Di Lá

Você se lembra do filme Candelabro Italiano?

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Meus Tipos


Dia desses um incauto apareceu no Armazém Pingüim à procura de isca para isqueiro. Atendido pelo Darci do Lino, um dos proprietários da casa, com toda a delicadeza que um bom caixeiro deve aos fregueses, foi informado que, no momento, estavam em falta do artigo procurado. Mas, que, seguramente, na Ferragem Vianna, ou na Ferragem do Dallarosa ele encontraria iscas. Para ir nesta primeira casa informada, da esquina do armazém, apontando o dedo, com o braço estendido, para o prolongamento da Rua Gumercindo Saraiva, o Darci deu as coordenadas ao freguês: - O senhor só vai dobrar esquina uma vez, preste bem atenção: Vá sempre pela calçada do outro lado, passe o Cabaré da Dona Cizica que fica na outra quadra, depois, andando mais outra quadra, já naquela outra esquina, passe o peixe do Pedro Calaveira e atravesse a rua; siga, passe pelo Bar da Colota e vá até a esquina da venda do Olegarinho. Aí, sim, dobre e vá até a quadra do Grupo Escolar “20 de Setembro” - atravesse a rua em diagonal e, antes, chegue à venda do Paulinho de Quadro, aproveite para tomar uma gasosa Guaraci, ou uma “17”, bem fresquinha, para espantar o calor. Depois, sempre reto, vá até a casa do Graúdo, bem defronte à Casa Yolanda do Seu Moisés, e estará frente à ferragem. Ah! se o senhor for atendido pelo João Gago, diga que foi o Felipe do Seu Oscar, um amigo dele, que o encaminhou... Para ir à Ferragem Vianna - a alternativa -, ele apontou com a mão na direção da Zeca Maciel, sempre chamando a atenção que só havia uma dobra de rua. Que ele seguisse por essa calçada até a quadra onde está a bomba de gasolina do Seu Lindinho, defronte à Casa Extra do Seu Virgílio, e continuasse até a outra esquina, do Armazém do Aymoré. Então, dobrando, passasse a quadra da Loja A Gloriosa, do José Macksoud e, antes de chegar à Loja A Brasileira, do Castelhano Pablo Marcelino, bem defronte ao Hotel do Branco, está a ferragem (que deveriam vender, e bem baratinho, o que ele procurava). Como era uma tarde de Sábado, se a casa não respeitasse a semana inglesa, ele seria bem atendido pelo Seu Ceci. E que fora informado... A outro freguês, que procurava mecha para lampião a querosene, estando a ferragem em falta, ele informou - fazendo um mapa numa folha de papel de embrulho - que quem vendia uma variedade ímpar de mechas era a casa comercial do Seu Izidro Peres: que ele seguisse por esta rua (a Zeca Maciel), passasse a quadra da Companhia Telefônica, mais a quadra do Ambulatório do Seu Teófilo; depois a quadra do açougue do Cabeça, até chegar à venda do Hernandes, confronte à Pharmácia Maciel. Aí (e olhava para o interlocutor para ver se ele prestava atenção. Prestava...), aí, dobrando para a direita, passando a casa da Adolfina, onde o Edmundo Añaña tem uma loja que vende bicicletas, ele atravessasse a rua e andasse até chegar num campinho onde está armado, neste mês de fevereiro, até o carnaval, o Circo do Chimbica, bem confronte ao Consultório do Doutor Karam... É ali. Dá pra aturar? Dá?...

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